Longe de mim querer encontrar e apresentar as soluções do grave
problema do analfabetismo funcional no Brasil, trata-se de uma doença que cada
dia espalha mais e de forma rápida.
Ouvimos as mais absurdas palavras, e não é simplesmente por falar, realmente
as pessoas falam absurdos e acreditam nesses absurdos, vemos de tudo, as
ultimas são que o governo federal irá “mexer” no bilhete único de São Paulo, aí
você pergunta em que vão mexer? Elas simplesmente não sabem, e mesmo assim
acredita, é algo que deixa pasmo qualquer um que entenda um pouco como funciona
a distribuição de poderes no Brasil, há também que o governo vai acabar com a ultimamente famosa DRU (Desvinculação de Receitas da União) que nada mais é que um instrumento legal usado pelos
governos que consiste em usar livremente tributos federais para cobrir déficit de fundos e despesas diversas do próprio governo,
isso diminui recursos como o da seguridade social que é parte importante da
previdência social, que todos querem reformar e com razão, assim que ler melhor
o texto da proposta escreverei sobre esse tema. Várias pessoas que
conversei perguntei o porque era contra o fim da DRU, uns disseram que era
porque iam desviar dinheiro público, outros que era dinheiro da bolsa família que iria
acabar, depois de ouvir várias desculpas empolgadas perguntei o que era afinal
a DRU, a resposta mais interessante que ouvi que era uma coisa aí do governo,
ou seja, não sabem do que se trata, mas provavelmente algum ou alguns contrários
a reforma espalhou que era um erro
acabar, sem nenhuma preocupação em verificar isso, seja por preguiça ou por
maldade mesmo.
Essa tática é muito usada atualmente pela mídia militante brasileira e
aqui não se trata de novidade, todos sabem que a grande parte da imprensa deste
país é de esquerda, só que é hipócrita vive dizendo que é isenta e sabemos que obviamente não são, criam manchetes sensacionalistas, para depois dar uma explicação em nota
de rodapé, isso contribui muito com esse analfabetismo funcional, pois claro que a
maioria das pessoas não tem tempo de sentar e analisar
todo o conteúdo da matéria.
A própria educação precária que temos no país é um fomentador desse
problema, vira um circulo vicioso, pois temos um país que valoriza mal a educação,
que vai gerar professores que ensinam mal, que vai gerar alunos que aprendem
mal, que vai eleger péssimos políticos que obviamente vão valorizar pouco a
educação, assim o ciclo fecha e o país patina.
As consequências disso são gravíssimas, pois essas pessoas tem que
ficar um algum lugar, aí se espalham no judiciário, legislativo e executivo
formando péssimos profissionais com caráter duvidoso no mínimo, temos políticos
corruptos, juízes que não conseguem atender o mínimo para interpretar a
constituição (vide os ministros péssimos do STF, ministros do STF precisam
saber), enfim temos a tempestade perfeita para nos tornar um país de terceiro mundo indo para o quarto mundo, mas claro, os políticos que criam e vão gerir essa
formula estão sempre bem, com seus privilégios e tranquilos, pois dominam a estupidez
e a limitada inteligência cultural e política do povo.
Como disse no início, longe de mim ter a solução fácil desse problema,
mas poderíamos começar com algo que a moça do pastel que comprei semana passada
me falou, disse ela: “ olha se eu for conversar com você sobre química não vou
conseguir debater contigo, assim como você não vai conseguir debater comigo
sobre como fazer o pastel, mas se eu estudar eu posso debater contigo sobre
química, e você, se estudar vai debater comigo sobre como fazer o pastel”, ou
seja , estudar, pesquisar, conferir, e se quiser saber de algo que realmente
interessa para sua vida, e acredite a situação do Brasil tem que interessar a
todos nós, pois é nossa vida e nosso futuro que está em jogo, estude e tente
entender as medidas tomadas pelos governantes que você paga os salários, como
fazer para o povo se interessar? Essa é
a grande pergunta e a resposta será uma enorme pressão em cima dos governantes,
é o que deveria acontecer e é que devemos buscar todos os dias, para começar a transformar
esse país.