sexta-feira, 25 de maio de 2018

O poder do ato de ser um manifestante.


Atualmente segue uma enorme divisão ou se preferir uma intolerância de ideias, algumas coisas nessa batalha de argumentos chegam a ser difíceis de entender, o porquê da necessidade do uso de digamos algumas “armas”.
Qualquer conversa se torna difícil quando entra o simples fato de não concordar com a opinião do outro, isso é geral, se há uma discordância, qualquer uma, seja pelo gosto do tipo de música, pelo time de futebol, ou pelo lado político que segue, tudo virou motivo de exaltar os debates, as vezes chega até a brigas, sim parece incrível, mas briga-se por tudo, se sua opção seja qual for não for igual a minha e fica pior se você resolver defender com muitos argumentos essa opção.
O mais interessante é algumas ferramentas usadas, e ai não tem como distinguir os lados, a intenção é sempre defender os tais argumentos, alguns devem ser repensado a meu ver. Alguns meses atrás houve uma grande mobilização de um grupo para defender uma mudança no seu regime de aposentaria, no qual eles não concordavam, não quero entrar no mérito dessa mudança, afinal não tenho os dados técnicos dos motivos dessa mudança. O que chamou a atenção foi o uso de crianças a qual essa categoria presta serviços como integrante dessas manifestações, elas foram colocadas na frente do protesto com cartazes e fotos tiradas e coladas no portão dos locais de trabalho desse grupo, cartaz com mensagem que uma criança não teria condições de opinar de uma forma isenta, ou com senso crítico próprio, ou seja, elas não sabiam os motivos visto pelos dois lado o porquê estavam ali, não seria possível crianças de 4 e 5 anos saberem o conteúdo do PL tal, artigo tal, inciso tal, são pontos técnicos do projeto o qual eram motivos desses protestos, a questão ai e a validade de usar crianças como ferramentas de protestos, óbvio que não se discuti o direito ao protesto, isso é válido e necessário em uma democracia, mas será que é ético esse tipo de manifestação, expor essas crianças em redes sociais, em matérias de jornais e televisão?

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