O que é ser
isento? Bom, essa pergunta é muito difícil de responder se formos analisar as
instituições no Brasil, não deveria ser assim, pois ser isento é basicamente
não tomar partido, agir de forma igual para todos os lados.
A imprensa
no Brasil vive um período triste nestas eleições de 2018, sabemos que alguns
grupos de mídia jamais tiveram essa atitude de ter um editorial isento, mas o
que mais deixa todos os consumidores de notícias desses grupos irritados é a
falta de transparência, ora se quer apoia algum candidato porque não é claro
nessa posição? Estamos falando de política, neste momento complicado que
passamos muitos desses grupos não querem declarar seu apoio, no entanto deixa
claro sua posição se obsevarmos o seu editorial. Qual seria o problema então de
se declarar para um lado? Olhando de fora fica difícil entender, o que parece é
algo bem grande por trás desta posição, muitas teorias surgem, mas o que mais
parece ser é a famosa verba
publicitária, essa tal verba já foi usado de forma bem pouco republicano nos
governos do partido dos trabalhadores, quando surgiram aos montes os chamados
blogs sujos, claramente financiado por esses governos para atacar a chamada
imprensa isenta, apesar de que essa chamada imprensa isenta também se beneficiava
de uma parte dessas verbas, alias como faz até hoje.
Se pensarmos
desse jeito podemos dizer que não temos uma imprensa isenta, e isso fica claro
quando um dos candidatos fala abertamente em cortar toda a verba de toda a
mídia, após essa declaração, a guerra foi declarada, vemos de tudo até de
denuncia sem provas, pelo menos até o momento que estou escrevendo esse post,
notamos que esses ataques tentam de toda maneira desestabilizar essa
candidatura, claro que não existe nenhum santo, mas usar pesos e medidas
diferentes para uma mesma situação onde o que diferenciam e do partido que pratica
me parece algo perigoso e pouco democrático.
O que fica
claro, talvez o fim dessa imprensa partidária, é que hoje percebemos um novo
tipo de eleitor, esse eleitor não está mais levando em consideração o que os jornais,
rádio e TV dizem para votarem, claro que isso deixa no ar a própria existência
desses grupos como são hoje, terão que se reinventarem, os analistas que até
então com suas analises cheia de palavras que deixava os dicionários empolgados
hoje em dia não encontra eco nas mentes dos eleitores, temos outras fontes de
informação e a democratização das notícias pela internet foi vital para essa
liberdade de escolher onde e como teremos tais informações, o contra ataque da
mídia tradicional é a credibilidade dessas fontes na internet, de fato é algo
que precisa melhorar muito, e a escolha de uma boa fonte não é nada fácil,
apesar disso acredito que é válido essa
nova maneira de informações e acredito que o passar do tempo essa credibilidade
vira naturalmente.
A moda atual
e falar que a política velha está deixando de existir, mas fica a pergunta quem
sempre esteve com essa forma de política também estará com seus dias contados?
Se sim então está decretado o fim da imprensa velha.
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