sexta-feira, 26 de outubro de 2018

E por falar em saudade.


O que é ser isento? Bom, essa pergunta é muito difícil de responder se formos analisar as instituições no Brasil, não deveria ser assim, pois ser isento é basicamente não tomar partido, agir de forma igual para todos os lados.
A imprensa no Brasil vive um período triste nestas eleições de 2018, sabemos que alguns grupos de mídia jamais tiveram essa atitude de ter um editorial isento, mas o que mais deixa todos os consumidores de notícias desses grupos irritados é a falta de transparência, ora se quer apoia algum candidato porque não é claro nessa posição? Estamos falando de política, neste momento complicado que passamos muitos desses grupos não querem declarar seu apoio, no entanto deixa claro sua posição se obsevarmos o seu editorial. Qual seria o problema então de se declarar para um lado? Olhando de fora fica difícil entender, o que parece é algo bem grande por trás desta posição, muitas teorias surgem, mas o que mais parece ser  é a famosa verba publicitária, essa tal verba já foi usado de forma bem pouco republicano nos governos do partido dos trabalhadores, quando surgiram aos montes os chamados blogs sujos, claramente financiado por esses governos para atacar a chamada imprensa isenta, apesar de que essa chamada imprensa isenta também se beneficiava de uma parte dessas verbas, alias como faz até hoje.
Se pensarmos desse jeito podemos dizer que não temos uma imprensa isenta, e isso fica claro quando um dos candidatos fala abertamente em cortar toda a verba de toda a mídia, após essa declaração, a guerra foi declarada, vemos de tudo até de denuncia sem provas, pelo menos até o momento que estou escrevendo esse post, notamos que esses ataques tentam de toda maneira desestabilizar essa candidatura, claro que não existe nenhum santo, mas usar pesos e medidas diferentes para uma mesma situação onde o que diferenciam e do partido que pratica me parece algo perigoso e pouco democrático.
O que fica claro, talvez o fim dessa imprensa partidária, é que hoje percebemos um novo tipo de eleitor, esse eleitor não está mais levando em consideração o que os jornais, rádio e TV dizem para votarem, claro que isso deixa no ar a própria existência desses grupos como são hoje, terão que se reinventarem, os analistas que até então com suas analises cheia de palavras que deixava os dicionários empolgados hoje em dia não encontra eco nas mentes dos eleitores, temos outras fontes de informação e a democratização das notícias pela internet foi vital para essa liberdade de escolher onde e como teremos tais informações, o contra ataque da mídia tradicional é a credibilidade dessas fontes na internet, de fato é algo que precisa melhorar muito, e a escolha de uma boa fonte não é nada fácil, apesar  disso acredito que é válido essa nova maneira de informações e acredito que o passar do tempo essa credibilidade vira naturalmente.
A moda atual e falar que a política velha está deixando de existir, mas fica a pergunta quem sempre esteve com essa forma de política também estará com seus dias contados? Se sim então está decretado o fim da imprensa velha.

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