quarta-feira, 29 de maio de 2019

Mundo complicado.


Observar é algo que nos ensina muito, ultimamente devido a um problema no joelho tenho andando muito de transporte publico, confesso que sempre preferi colocar meus fones de ouvido ligar na minha playlist favorita e seguir viagem sem pensar em nada, mas algumas coisas com o passar dos dias me chamaram a atenção. Não tem como depois de certo tempo usando esses transportes publico não enxergar esses problemas, um deles está aumentando muito e a causa é o desemprego. O chamado vendedor ambulante tem aumentado muito ultimamente nos transportes públicos em São Paulo, o desemprego é uma tragédia social sentida por todos, causando sérios problemas nas famílias. Esse é um tema muito apaixonante e dá margem a debates enormes, com discussões variáveis para todos os lados, não é bem o caso que quero explorar neste texto, mas sim o comportamento das pessoas no interior dos ônibus ou metro quando deparam com esses problemas, sejam vendedores ambulantes ou pessoas pedindo ajuda, a maneira que cada um tem de ver essas pessoas que  chamaram-me  a atenção.
Durantes muitos dias observei como algumas pessoas agiam diante dessa situação, claro que isso dependia muito de como elas estavam espalhadas no interior dos ônibus ou vagões  mas no geral deu para perceber algo muito peculiar, com o passar do tempo acredito que eles também percebem e a forma de abordar deve fazer parte dessa percepção.
O interessante é como mulheres e homens têm atitudes diferentes quando estão diante de uma tentativa de venda de produtos ou mesmo de pedido de dinheiro, de primeira não vemos essa diferença, mas com um pouco de paciência percebemos o como são diferentes. A forma solidária como as mulheres vem à situação é algo peculiar, elas sempre dão atenção a essas pessoas e na grande maioria contribuem muito mais que os homens que em muitos casos chegam a ser grosseiros com essas pessoas.
Não quero aqui dissertar uma tese antropológica dos motivos dessa diferença, não tenho condições para tal, mas acredito que essa capacidade das mulheres entenderem o sofrimento das pessoas e consequentemente praticarem mais a solidariedade é algo instintivo e algo que pertence à própria mulher.
Não quero tomar a fala e nem o conhecimento feminino, essa é apenas uma visão de um observador, como disse sem nenhum dado cientifico, fica apenas a atitude admirável das meninas. 


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